A Endocrinologia é uma subespecialidade da Clínica Médica que abrange todo o corpo humano.
Diferentemente de outras especialidades que se concentram em um único órgão, o endocrinologista deve ter uma visão integrativa, já que as doenças hormonais podem afetar múltiplos sistemas simultaneamente.
O equilíbrio hormonal é essencial para a saúde, e o endocrinologista é o profissional responsável pelo diagnóstico clínico, laboratorial e tratamento das alterações hormonais, que ocorrem em todas as idades e em ambos os gêneros.
O endocrinologista precisa compreender as interações complexas entre os hormônios e os sistemas do corpo, pois uma alteração em uma glândula pode afetar todo o organismo.
Exemplo: uma disfunção tireoidiana pode alterar o metabolismo, a função cardíaca, o humor e até a fertilidade.
A Endocrinologia se destaca por seu caráter abrangente e sistêmico, exigindo raciocínio clínico refinado e visão global do paciente.
Ela conecta metabolismo, crescimento, reprodução, energia e comportamento, atuando em praticamente todas as fases da vida.
A prática clínica envolve:
Avaliação laboratorial minuciosa dos níveis hormonais;
Interpretação clínica integrada dos sintomas;
Tratamento direcionado e acompanhamento contínuo.
Diabetes mellitus;
Dislipidemia (alterações no colesterol e triglicerídeos);
Obesidade e síndrome metabólica.
Hipotireoidismo;
Hipertireoidismo;
Nódulos tireoidianos e câncer de tireoide;
Tireoidites (como tireoidite de Hashimoto).
Adenomas hipofisários secretores e não secretores;
Prolactinoma;
Doença de Cushing;
Acromegalia;
Hipopituitarismo (deficiência de hormônios hipofisários);
Diabetes insipidus;
Síndrome da secreção inapropriada de ADH.
Doença de Addison (insuficiência adrenal);
Síndrome de Cushing (excesso de cortisol);
Feocromocitoma (tumor produtor de adrenalina/noradrenalina);
Hiperaldosteronismo primário;
Hiperplasia adrenal congênita;
Tumores adrenais benignos ou malignos.
1) Terapias incretina-dual e GLP-1: nova era para obesidade e diabetes
Nos últimos 12–24 meses houve uma explosão de evidências clínicas mostrando que agentes além do clássico semaglutida (GLP-1) podem levar a perdas de peso notáveis e melhora metabólica duradoura. Estudos de grande porte compararam tirzepatida (agonista dual GIP/GLP-1) com semaglutida e mostraram reduções de peso maiores com tirzepatide em populações com obesidade, além de forte queda na HbA1c quando usado em diabetes. Isso confirma que medicamentos que atuam em múltiplos receptores incretínicos podem redefinir tratamento da obesidade e do controle glicêmico.
New England Journal of Medicine
2) Pílulas orais GLP-1 / agonistas orais emergentes
Foram publicados ensaios mostrando efeito de formulações orais de agonistas incretínicos para perda de peso — isso pode ampliar enormemente o acesso e a aceitação (muitas pessoas preferem comprimido à injeção). Estudos recentes (publicados em periódicos de alto impacto) demonstram eficácia clinicamente relevante, embora ainda faltem dados long-term de segurança comparativos.
4) Islet transplantation & dispositivos encapsulantes
Além de células-tronco, há avanços em dispositivos encapsulantes que protegem ilhotas do ataque autoimune sem imunossupressão crônica. Resultados iniciais mostram alguma restauração de secreção de insulina, mas eficácia clínica robusta e longa ainda é objeto de pesquisas. Reguladores e centros avaliam rotas regulatórias (BLA nos EUA, estudos pivô).
Nature
5) Imunoterapia para prevenir/atrasar diabetes tipo 1
Medicamentos imuno-moduladores estão saindo do laboratório para prática regulatória. Teplizumab (anticorpo anti-CD3) foi aprovado em alguns países/mercados como terapia que retarda a progressão da fase assintomática (estágio 2) para diabetes clínica (estágio 3) — ou seja, um primeiro exemplo de “modificação da história natural” de T1D. Isso muda o paradigma: identificar indivíduos com autoanticorpos precocemente e intervir para postergar a necessidade de insulina.
Hipogonadismo (deficiência de testosterona ou estrogênio);
Terapia de reposição hormonal na menopausa;
Síndrome dos ovários policísticos (SOP);
Infertilidade de origem hormonal;
Reposição hormonal cruzada em pacientes transgêneros;
Avaliação e restauração do eixo sexual após uso de esteroides anabolizantes.
Osteopenia e osteoporose;
Deficiência de vitamina D;
Raquitismo;
Doença de Paget (alteração do remodelamento ósseo).
Hiperparatireoidismo (excesso de PTH, cálcio elevado);
Hipoparatireoidismo (deficiência de PTH, cálcio baixo).
Deficiência de vitamina B12;
Ginecomastia (crescimento mamário em homens);
Distúrbios do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal.
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